sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

FILOSOFAR O FUTEBOL


FILOSOFAR O FUTEBOL




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O futebol é a cara do Brasil.

O futebol é democrático.

Uma bola e todos jogam, nem alguém é mais, nem é menos.

O futebol é um tribunal, tem juiz, tem justiça, tem regra.

A lei do futebol é a amizade.

Só é melhor quem faz gol, não é melhor nem branco, nem negro, nem comunista, nem socialista, nem rico, nem pobre.

O futebol é uma coisa pública, é uma república.

E todos opinam no jogo, todos são expectadores da arte da bola. Artistas desenham dribles no universo do campo, um universo verde de esperança.

No campo crianças transformam sua condição social, fazem terapia, sorriem com amiga bola. Tudo se acalma, e na briga a paz reina. O jogo é o tribunal.

Futebol é filme premiado, é cena bem gravada, é ator que emociona.

No campo o jogador é mago, ele transforma a natureza, reflete o divino.


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E Platão imaginava o futebol no mundo das ideias.

E Sócrates fazia ironia com a bola.

E Aristóteles fazia da potência do chute o ato do gol.

E Agostinho unia a fé e a razão na torcida.

E Francis Bacon deu método a ciência do jogo.

E Descartes calculou as regras do jogo.

E Kant percebeu o apriori do caminho do gol.

E Hegel viu a dialética dos times.

E Locke não esqueceu a experiência do capitão.

E Marx percebeu a luta de classes das torcidas.

E Habermas percebeu o discurso dos técnicos.


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sábado, 3 de dezembro de 2016

Chapecoense: voo para a eternidade


 


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O conceito de filosofia pode também ser descrito como uma reflexão sobre a morte. Assim lembrou Heidegger e assim nos mostrou os últimos momentos de Sócrates, na Grécia antiga. Presenciamos a tragédia da Chapecoense justamente com esse sentimento e reflexão, onde a morte ganha o cenário de hoje, com o velório que será acompanhado por mais de 100000 pessoas, isso sem contar o contato virtual e televisivo. Sêneca e Cícero também refletiam bastante sobre a morte e a brevidade da vida, e muitos outros pensadores se dedicaram ao tema. Schopenhauer via muita coisa com pessimismo, mas a morte ganha um sentido ali na sua obra “O Mundo como Vontade e Representação”. Mas os jogadores marcaram época, não por esse fato somente, mas pelo seu talento em ser talvez o melhor time catarinense que vimos.

 
 


Sobre o futebol catarinense, talvez poucos saibam que ele tem muita qualidade, e muitas equipes podem ser congratuladas nesse sentido. Vimos além da Chape, o Figueirense, o Avaí e mesmo o Joinville (JEC), Criciúma, ganhando destaque, seja na série A, seja na B do Brasileiro. O destaque para esse último, juntamente com o time de Jaraguá do Sul, é para o futsal, que está entre os melhores do mundo, formando de certo modo a Seleção Brasileira. Então Santa Catarina tem o que dizer do futebol, e com a Chape isso seria ampliado de forma considerável. Longe da morte, eles estão vivos em nosso mundo do futebol, nos corações de todos, e isso já ganha o mundo. Jogadores e técnicos de times como o Barcelona, Real Madrid e tantos outros entre os melhores do mundo, lembraram da Chapecoense e de seus jogadores, e fizeram homenagens e mostraram sentimentos.

 
 
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Fato é que o futebol aqui começa muito humilde, e que jogadores vestem a camisa e mostram o seu amor realmente. Seja com certa dificuldade em formar as equipes, os técnicos também são centrais nisso tudo. Caio Júnior era um líder que fez história. Verdadeiro e sincero. Um verdadeiro companheiro aos jogadores, e junto com estes, traz consigo uma história de vitória. De Santa Catarina para o mundo, perdemos o ideal em um voo. Junto com esse avião partimos e nosso destino foi o celeste. As estrelas foram habitadas por seu brilho, o brilho de cada um daqueles jogadores e participantes da equipe. Partem com honra para a eternidade, e um time se monta no céu. Que esse fato nos mostre e renove os pensamentos, que sejamos mais humanos e tenhamos qualidades nobres, frente a realidade da brevidade da vida. Vemos que a bola é ideia, e essa ideia move o mundo, trazendo a paz entre nações, unindo diferenças, provocando o companheirismo. O Chape tira uma parte de cada amante do futebol do planeta.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

O Brasil volta a ser Brasil, e lição da causalidade de Hume


O Brasil volta a ser Brasil, e lição da causalidade de Hume



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    Desde que o técnico Tite assumiu a seleção, vimos um time que não mais parece o mesmo. Passou a ganhar jogos e já quase programa comprar a passagem para a Rússia, para a próxima copa do mundo. Após a vitória do ouro das Olimpíadas, a camisa amarela superou qualquer causalidade, que antes era o fato de um time ruim perder. David Hume, um dos pensadores empiristas, dizia que não há essa causalidade, pois acreditamos mais em fatos, e o amanhã não pode acontecer o que antes ocorria. A causalidade então nos desafiou, aprovando as reflexões de David Hume.

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    O embalo parece ter ocorrido primeiro com os jovens nas olimpíadas. Apesar de criticados pelos torcedores, que pediam Marta nas arquibancadas, homenageando a também boa seleção de futebol feminino, mas que por fim não teve o resultado esperado. Mais uma prova da causalidade que nos engana. Isso pode se aplicar a crise econômica: hoje estou em crise, e amanhã estou inesperadamente próspero. Isso lembra ainda Parmênides, que disse que o Ser é e o não ser não é. Pensava a torcida que o time masculino era um “não ser”, e que o feminino era bom. Talvez eles ligaram, como fez Platão, o belo ao bom. Mas não ocorreu. E nos piores momentos que se mostrou a planta ser forte, pois as raízes podem não ser belas, como lembrou Alain de Botton sobre Nietzsche, em sua obra. Que nem dizia Aristóteles, “em algum lugar alguém merece a minha confiança”, mesmo tendo errado em algum lugar. Assim foi com Tite, ele tinha confiança na seleção, mesmo todos já perdendo a esperança. E vimos dois bons jogos, com vitórias.

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      Nos dois jogos a seleção brasileira jogou bem, tirou o ar dos adversários. Tite saiu de um time vencedor para tornar outro. Assim vemos que não basta fama, se tem de ter resultado. O time tem boa marcação, bem como volta alguma animação em dribles de jogadores. Gabriel Jesus está se destacando, e os jogadores começam a ter sintonia. Um gol sai até de jogada ensaiada. Isso ensina a todos nós, que mesmo com o time perdendo, ou seja, a crise na vida, pode amanhã ou desde logo vencer. O time cobre os espaços do campo, não se vê mais a confusão anterior. Antes havia o caos. Estavam que nem os átomos antes da ordem, de Demócrito. Mas a perseverança no erro que é uma loucura, como disse Zenão. Assim mudamos de técnico e colhemos bons frutos. Pois antes havia uma alternância entre professores que não entrosaram o time. E o que antes era efeito da causa, nos mostrou ser apenas uma crença ou fato, como ensinou Hume.

sábado, 4 de julho de 2015

Paradoxos e mentiras do nosso tempo

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Atualmente vemos uma série de transformações sociais e problemas que surgem em nosso cotidiano. Mudanças de leis, alteração de maioridade penal, novas tecnologias, fins de instituições tradicionais, falta de comunicação – muitos paradigmas surgem ou são superados, e entramos cada vez mais em conflito com o mundo e com nós mesmos. Frente a um governo que não representa o povo, mas uma ideologia ultrapassada, bem como a leis que tentam compreender o contexto, mas que ao mesmo tempo entram em choque com a comunidade tradicional, acaba-se por viver em uma multidão de mentiras. A história parece ser mais uma dessas mentiras, e uma coleção de versões e homenagens, mais que pontuadas. Estamos em um tempo majoritariamente pragmático. Veremos o que no resta a pensar sobre isso.
 
 
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Para o pragmatismo, do qual tem os expoentes os pensadores Charles Sanders Pierce e William James, o que vale é o resultado, as consequências, e não qualquer princípio primeiro, categoria ou necessidade metafísica. Vivemos isso, pois a prática acaba fazendo o que vivemos e aceitamos socialmente. Vamos acompanhando o trem ou o barco. Muitas vezes as pessoas escondem a cabeça, que nem um avestruz. Isso parece que ocorre com novas formas de viver, com comportamentos que antes eram ocultos, como o casamento gay, as lutas feministas e discursos que antes eram sequer proporcionados, frente a falta de democracia. Por outro lado, a mesma democracia nos coloca desafios, frente a corrupção absurda e a falta de inteligência de quem está no poder. Também sobre a experiência dos menores de idade, se eles já tem capacidade para outros atos, seria óbvio que têm para responder criminalmente. Sobre esse caso já fui de opinião se se fazer um plebiscito. Falando com psicóloga, ela disse que após formação da personalidade, quando criança, não se muda mais, uma vez que se forma ali seu caráter, até 7 anos.

O que vale é o resultado. No futebol tivemos a experiência de perder mais um campeonato recentemente. Mas não vimos antes um trabalho de investigação em se aprender com as grandes equipes. Nosso time continuou com o mesmo ritmo, jogando de modo aleatório, sem estratégia. Bastaria também colocar em prática o que de melhor possuímos. Uma vez em fase eliminatória, por óbvio que se deveria treinar batidas de pênaltis. Achou-se que o peso da camisa garante o jogo, ou que reunir craques de equipes estrangeiras refletiria aquelas equipes, o que é falso. Passamos por mais mentiras e juntamente com aquela da política, da sociedade brasileira que se achava intocável economicamente, vemos também uma crise de relacionamento, de comunicação humana, frente as tecnologias.
 
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Vemos que muitos dogmatismos foram superados: aqueles da religião, outros das instituições e seus relacionamentos, políticos de uma dita esquerda, e por fim aquele do futebol. Hoje se percebe uma equipe que nem os EUA ganhando jogos, sem mesmo ter qualquer tradição no futebol. Isso requer mudança de visão, e muito background para se compreender como as coisas funcionam. A mera sorte ou talento deixou de muito de garantir um resultado eficiente. A prática sim, essa garante atualmente mais sucesso nos empreendimentos. Para tanto, cada vez esses novos paradigmas que nos envolvem chamam consigo novos modos de se portar. Também se deve ter a visão de futuro, para assim atrair novas possibilidades. Não que se deve por isso perder a tradição. Talvez o que ocorre é que se defenda certas mentiras, ou mesmo confusões, por se ver acostumado com essas coisas. Nem mesmo os monges cristãos acreditam apenas na fé. Eles têm um ditado, que é Ora et Labora, então se deve também trabalhar. Igualmente se tem de ter feedback para não repetir o mesmo erro. Não basta persistir ou não desistir, tem de se acertar.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Campeonato português, show de Júlio César, Copa São Paulo, salvação de Botafogo e mudança de paradigmas


Campeonato português, show de Júlio César, Copa São Paulo, salvação de Botafogo e mudança de paradigmas








Recentemente vimos bons jogos no campeonato português, com a vitória do Benfica e do Porto, de modo que como destaque se percebe as grandes defesas de Júlio César, que por mais de uma vez foi exigido em seu reflexo, tendo numa de chutar a bola para cima, retirando o perigo. No mais o seu time, Benfica, esteve bem e briga pretensioso no campeonato português, cujo Porto é principal rival. Depois da Copa do Mundo, Júlio vem trabalhando bem, apesar de mesmo lá já ter confirmado não ficar mais na seleção brasileira. Ainda teve o gol de Jonas, brasileiro. Ele superou filosoficamente aquela crise, seja com ataraxia, com virtude, com razão, lógica e todas as ferramentas teóricas que dispôs. Hoje vemos um bom goleiro. Vemos uma mudança de paradigmas, onde padrões são mudados.




Já aqui no por nossas terras, vemos a “copinha” São Paulo, revelando talentos, e mostrando belos gols. A crítica fica pelo horário dos jogos, que é desumano com atletas, uma vez que pelas 2 horas da tarde, o sol de 40 graus ou mais, e condições complicadas, afetam os jovens atletas. Há uma falta de democracia por parte da federação e mesmo os times não souberam reivindicar direitos, podendo se negar nessas condições. Mas no mais se vê belos jogos e liberdade. Destaque ficou para o Botafogo, que ganhou mais um jogo e se mantém, a fim de dar esperança para uma salvação, talvez refletindo em seu time principal. Sempre há revelações e lembro de em times de base do Corinthians, se destacarem bons atletas, que depois fizeram um bom trabalho no time principal.
 
 

Vemos que após uma crise do futebol na Copa, as coisas se recuperam e os craques continuam aparecendo. Velhos gênios estão com sua luz um pouco apagada, como o caso de Messi, que já não tem o mesmo desempenho de outrora. Já Cristiano Ronaldo mantém boa média de gols, e Neymar até fez um belo de cobertura. No mais temos agora times catarinenses na série A do brasileirão, e várias cosmovisões filosóficas são lançadas, mudando antigos paradigmas. Também na Copinha estão liderando nas chaves, mostrando que o futebol do sul anda em boa fase, nunca antes tão eficiente. O Eixo Rio-São Paulo é um pouco superado por esses fatores, apesar dos grandes times estarem fazendo e cumprindo seu papel. Até o Vasco pode oferecer lições, de forma surpreendente. Fato é que tudo promete esse ano, em surpresas no futebol, e novos paradigmas que surgem.